Lula: o “líder” sindical fabricado nos EUA

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Criando e Fabricando o Mito

“Não se pode comparar a realidade de hoje com a da ditadura militar. Era um contexto em que o governo combatia o comunismo e considerava qualquer um contrário a ele como comunista. Antes de 1964, os comunistas eram os responsáveis pelo sindicalismo no país. Após a revolução, os sindicatos ficaram sob intervenção do governo. Fui eleito diretor em 1967, enquanto Lula começou no sindicalismo, em 1969, quando ele entrou como suplente no Conselho Fiscal por minha indicação. Mas era o irmão de Lula, Frei Chico, quem deveria ter participado da chapa. Frei Chico não quis e apontou Lula como substituto. Após conhecer Lula, aceitei e indiquei o nome dele ao grupo diretivo. Ele não existia no sindicato e não tinha qualquer atividade sindical, nem tão pouco chamou mais pessoas para participar. Ninguém o conhecia.” Paulo Vidal Neto

1963 Criada em São Paulo a IADESIL (Instituto Americano de Desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação interligada com a AFL-CIO(American Federation of Labor-Congress of Industrial Organizations) que foi acusada de financiar movimentos sindicais que apoiaram golpes militares.

1964 Stanley Gacek, dirigente da AFL-CIO (American Federation of Labor-Congress of Industrial Organizations). Esse senhor ocupa o cargo de diretor internacional adjunto da central sindical norte-americana para a América Latina. A primeira aparição pública de Gacek no Brasil, com a missão de aproximar os sindicalistas norte-americanos dos brasileiros, foi em 1981, quando foi levar solidariedade a Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, preso por organizar uma greve e processado sob a Lei de Segurança Nacional.

1964 Os sindicatos “pertenciam” a partidos políticos, e eram loteados pelos líderes destes partidos tal como os pontos de Jogo do Bicho são loteados pelos bicheiros de hoje em dia. Após o golpe, as lideranças sindicais foram cassadas, e inicialmente substituídas por interventores. Mas esta remoção de pelegos abriu caminho, a longo prazo, para o surgimento de uma nova geração de sindicalistas desvinculados de partidos políticos e realmente oriundos do operariado – homens assim como Lula.

1968 Lula aluno pelo IADESIL (Instituto Americano de Desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação mantida desde 1963 em São Paulo, pelos norte-americanos da AFL-CIO (American Federation of Labor-Congress of Industrial Organizations), que surgiu nos EUA em 1955 e é a maior central sindical dos EUA (12 milhões de sindicalizados). Tanto o Iadesil como a AFL-CIO, ministram cursos contra-revolucionários de “liderança” sindical, desenhados sob medida para parecer de esquerda, apenas parecer, mas servir ao sistema dominante. Aí, o Lula pelo que ele faz e já fez, provavelmente foi laureado com um doutorado honoris causa (ou seria horroris causa?) aquela época. O que se depreende é que ele foi, isto sim, submetido à uma tremenda lavagem cerebral (brain wash) pelos dois organismos americanos, interessados em ter um aliado num país como o Brasil, rico em matérias-prima de que não podem abdicar. Isto é facilmente comprovado para quem já leu o tristemente famoso “Relatório Kissinger” NSSM-200 (National Security Study Memorandum), de 1974.

1969 Paulo Vidal Neto era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema quando conheceu Lula. No início, Lula não conhecia sindicato e começou com Vidal e os demais diretores a aprender os primeiros passos do movimento.

1970 O crescimento industrial promovido na época multiplicou o número de operários e fez crescer o poder de barganha de diversas categorias, como os metalúrgicos. Com a liberalização do regime, ali pelo fim dos anos setenta, esta demanda reprimida explodiu em reivindicações, e Lula liderou as primeiras greves vitoriosas desde o início do regime militar, provocando a euforia das lideranças de esquerda, que logo o escolheram como seu herói.

1970 Iniciava as mobilizações sindicais. A liberdade de expressão, e naquele momento não havia nenhum canal de negociação. A necessidade de sindicatos fortes e o papel de Lech Walesa na Polônia.

1972 A oposição criou uma chapa, que era a síntese do Partido dos Trabalhadores (PT) e convidou Lula para encabeçá-la e a concorrer com Paulo Vidal pela liderança do Sindicato. Lula decidiu continuar na chapa de Paulo Vidal.

1973 Lula participou numa greve “armada” por Paulo Villares para rescindir um contrato mal feito com a COFAP que lhe daria grande prejuízo, quando ganhou alguns milhões de dólares com a rescisão, Paulo Villares (Industrias Villares), ex-patrão de Lula, em reconhecimento as habilidades demonstradas por Lula, aproximou Lula dos militares.

1973 Lula foi apresentado ao General Golbery do Couto e Silva (fundador do SNI), num churrasco na casa deste na Granja do Torto, na presença de centenas de empresários amigos de Golbery e financiadores do Movimento Militar de 1964.

1973 O governo militar escolheu Lula para realizar treinamento lições de sindicalismo sob os auspícios da AFL-CIO, com direito à interpretes, na Johns Hopkins University em Baltimore, Maryland, USA.

1975 Paulo Egydio governador de São Paulo, deu posse* a Lula na presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. “Isso provocou uma reação da chamada comunidade de informações”, diz. Geisel teria perguntado “o que deu na cabeça” de Paulo Egydio. Ele explicou que Lula era adversário dos comunistas. Geisel relaxou: “Mas eu não sabia que Lula tinha derrotado os comunistas”.

*Nota : Lula foi inflado no contexto dessa relação sistêmica. Feito sindicalista somente porque o irmão – o Frei Chico – se achava inseguro para ser do conselho fiscal do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na chapa de Paulo Vidal, abençoada pelo regime militar, frei Chico tratou de introduzir Lula na política. Frei Chico seu irmão, era ligado ao velho partido comunista.

1976 Lula sendo apresentado por seu patrão, Paulo Diederichsen Villares, ao Werner Jessen, da Mercedes-Benz, e, de repente, eis que aparece o tal Lula á frente da primeira greve que houve na indústria automobilística durante o regime militar, ele que até então era apenas o amigo do Paulo Villares, seu patrão.

Paulo Diederichsen Villares o capitão por ironia do destino, não conseguiu evitar o naufrágio do grupo Villares. A empresa começou a definhar nos anos 70 atualmente, divide seu tempo entre palestras e cursos que ministra no Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, as reuniões mensais do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, os encontros anuais do World Economic Forum e do Conselho de Empresários da América Latina e a condução diária da CoInvest, empresa criada para gerir o patrimônio da família.

Nessa época, Lula começava a surgir nacionalmente como uma liderança sindical na região do ABC paulista, fazendo reuniões nas portas de fábricas e campos de futebol para discutir e debater as questões da classe.

A Imprensa

Cobriu o Lula de elogio, estimulando-o, no momento em que a distensão apenas começava, e de um episódio que é capaz de deixar qualquer um, mesmo os desatentos, com o pé atrás.

As multinacionais possuíam seguros altíssimos sobre lucros suspensos o fato de os operários ficarem de braços cruzados com as máquinas desligadas por longo tempo, não trazia prejuízos ao contrário: as multinacionais além de receber das seguradoras pelos dias parados, aproveitavam a greve para pressionar o governo abaixar os impostos.

CONCLUSÃO: As multinacionais apoiavam as greves.

A crise econômica do Brasil, no início dos anos 1970, estava ligada externamente a questão do petróleo, colocando o país numa situação bastante difícil. Além disso, internamente, o governo Médici, que recém terminara, havia sido de um profundo autoritarismo, o mais pesado até então. Sua ação, através dos órgãos de repressão, deixara muitas marcas na população brasileira.

1978 Lula articulado por Paulo Vidal, encabeçou a chapa do sindicato. Vidal foi soltando Lula aos poucos, as esquerdas foram se apoderando dele até o absorverem.

1978 Lula saiu do foco sindicalista e ajudou a criar o Partido dos Trabalhadores. Em dois anos, perdeu o controle do Sindicato.

Nota: Nesse período 1978, Vidal deixou o sindicato.

Como disse anteriormente, os capitalistas internacionais aqui no Brasil instalados, devido a abertura oferecida por JK apoiavam as greves precionando os militares pela reforma política. E John Sweeney presidente da AFL-CIO representado no Brasil pelo seu dirigente Stanley Gacek, financiaram o Lula/Sindicalista, a formação do partido do PT, para concluírem seu Projeto: Implantar A “Única Chapa” CUT. O que me espanta em tudo isso é que o Gerneral Golbery Articulista como era não percebeu… ou era conivente com a situação?

1978 Início do mês de maio. Os metalúrgicos tinham cruzado os braços, a indústria automobilística estava parada. Em Brasília, a ANFAVEA, negociava com o governo sobre o que fazer. Geisel, recomendou moderação: tentar negociar com os grevistas, sem alarido. Imagine: era um passo que nenhum governo militar jamais dera, o da negociação com operários em greve.

1979 O General João Batista Figueiredo mal acabara de tomar posse, quando o sindicalista Lula comandou grande greve no ABC paulista. Grande cobertura dos meios de comunicação, especialmente do vôo de helicópteros e aviões sobre o campo de futebol onde se reuniam os grevistas, em massa. O Tribunal Regional do Trabalho determinou que a greve cessasse. Lula desafiou a decisão da Justiça, tecnicamente se colocando contra o Poder de Estado. O espetáculo da massa de grevistas desfiando o Governo da Revolução impressionava todos. O Presidente Figueiredo mandou seu ministro do Trabalho negociar com Lula. A negociação foi feita, a decisão do TRT jogada às urtigas e a greve cessou.

Muitos operários que freneticamente participaram das greves e passeatas no ABC paulista, após a ascenção do Lula ficaram no esquecimento; desempregados, trabalhando em bicos, subempregados, desenvolveram a esquizofrenia social sem nunca, jamais, entenderem o que estava acontecendo, nem Lula sabia o que estava acontecendo, sofria lavagem cerebral, e gostava… pela sua conivência, era manobrado pelas forças dominantes sionistas que estrategicamente preparavam a conquista da NOM.

Estratégia de Golbery

O General Golbery do Couto e Silva explicou que sua estratégia era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio da Silva, o Lula, um grande líder metalúrgico de São Paulo como uma liderança inteligente expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola.

Golbery colaborou para o surgimento de Lula — visando dividir a liderança da classe trabalhadora — com receio de que Leonel Brizola voltasse muito forte do longo exílio e fosse eleito presidente.

Foi ele, o General Golbery, quem teve a ideia, incentivou e planejou a criação do PT.

1981 No início do ano Lula fez uma viagem rápida a Washington.

1982 Lula fez uma viagem aos EUA organizada por Stanley Gacek, deu-se a fundação do Diálogo Interamericano (15/10/82), com FHC sendo um dos fundadores .

1983 Criação da CUT. A trajetória da CUT está muito ligada a uma figura emblemática do imperialismo ianque, Stanley Gacek, dirigente da AFL-CIO, organização que tem sido desde os primeiros dias da “guerra fria” uma verdadeira cobertura para atividades da CIA em várias partes do mundo – particularmente no Terceiro Mundo. Esse senhor ocupa o cargo de diretor internacional adjunto da central sindical norte-americana para a América Latina. A primeira aparição pública de Gacek no Brasil, com a missão de aproximar os sindicalistas norte-americanos dos brasileiros, foi em 1981, quando foi levar solidariedade a Lula, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, preso por organizar uma greve e processado sob a Lei de Segurança Nacional.

1989 Lula foi a Washington meses antes da primeira eleição presidencial da qual participou foi quando ocorreu o Consenso de Washington.

1994 Lula foi a Washington a convite de Gacek .

2002 No palanque da vitória petista de Lula na Avenida Paulista, no dia 28 de Outubro de 2002, estava lá Stanley Gacek quando teve a oportunidade de declarar: “Para o movimento sindical internacional, a eleição de Lula é importante porque agora temos “um de nós” na presidência do maior país da América Latina e uma das maiores economias do mundo. Isto é empolgante”, exalta.

2009 Nas viagens de Lula aos EUA na condição de presidente eleito, não faltaram visitas à sede da AFL-CIO e jantares com Stanley Gacek. Em 2009, quando convidado para a primeira visita oficial ao presidente Barack Obama, recebeu primeiro o presidente da AFL-CIO, John Sweeney e outros sindicalistas em seu hotel.

John Sweeney foi presidente da AFL-CIO de 1995 até 16/09/2009 quando se aposentou (em termos), mas continua atuante como presidente honorário.

Lula manteve e mantem estreitas ligações com o movimento trabalhista americano.

Segundo uma nota para a imprensa, no dia 13 de março de 2009, a AFL-CIO comenta:

”(Washington, DC) No sábado, 14 de março (2009) o Presidente da AFL-CIO , John Sweeney, vai se encontrar com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro teve lugar antes do encontro entre os presidentes Lula e Obama na Casa Branca.”

John Sweeney, quando presidente em exercício, eleito em 1995, foi o arquiteto da virada na orientação internacional da AFL-CIO que levou à aproximação da central americana com a CUT e o PT. A primeira vez que viu Lula foi na recepção de 2002, quando da eleição de Lula, quando alegou: “Mas foi como se eu o conhecesse há muitos anos”.

A aproximação entre os dois ocorreu em um período em que algumas empresas brasileiras, como a Gerdau e Vale, aprofundavam seu movimento de internacionalização, envolvendo-se com disputas com sindicatos na América do Norte.

Antes de Sweeney, a AFL-CIO era malvista na América Latina por sua radical orientação anticomunista. É acusada de financiar movimentos sindicais que apoiaram golpes militares em países da região, por meio do Iadesil (em São Paulo desde 1963).

A CUT mantinha relações formais com apenas alguns sindicatos americanos, como o de trabalhadores automotivos, e tinha como seu principal contato nos EUA o advogado Stanley Gacek.

Em 1997, Sweeney fez uma reestruturação na área internacional da AFL-CIO, fundindo o Iadesil com outros órgãos que atuavam em outras partes do mundo e criou o Centro de Solidariedade para cuidar das relações internacionais da sindical. Iniciou relações formais com a CUT e outros sindicatos mais a esquerda na América Latina.

Sweeney é também um personagem importante na eleição de Barack Obama para a Presidência dos EUA. Quando Obama foi escolhido candidato, ele foi convidado à sede da AFL-CIO, que fica separada apenas por uma praça da Casa Branca, para receber o apoio formal da central.

Quem manda na CUT é o Lula.[?]

A CUT faz o mesmo papel pois foi financiada pela AFL-CIO como também o PT.

Lula foi membro ativo da AFL-CIO durante muitos anos (não sabemos se ainda continua, mas, pelo visto, sim).

Isto ficou positivado quando do 8º Congresso Nacional da CUT (junho de 2003), quando indicou e garantiu a eleição do xará Luiz Inácio Marinho para presidente da entidade. Ele não havia sido indicado pelos delegados presentes ao Congresso da CUT, nem mesmo surgiu de qualquer debate na base da articulação; foi uma indicação direta do Presidente da República. Homem de sua confiança pessoal, Marinho notabilizou-se no ABC pelo bom relacionamento com as montadoras transnacionais, a defesa ardorosa da participação nas câmaras setoriais, flexibilização dos direitos trabalhistas, banco de horas, redução de salários e terceirização.

Marinho entrou para o sindicato dos metalúrgicos em 1984, ocupou diversos cargos e veio a suceder a Vicentinho na presidência, em 1993, até recentemente. Sua atuação à frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi marcada pelo bom e direto relacionamento com as matrizes das transnacionais do ABC. Sempre se dobrando as montadoras, Marinho fez várias viagens à Alemanha e EUA, assinando acordos nocivos aos trabalhadores, encobertos por um discurso corporativo e de colaboração de classes.

Segundo Fernando Tollendal, ex-diretor do Conselho Administrativo da PREVI e do Sindicato dos Bancários de Brasília: “o PT e a CUT foram criados sob inspiração norte-americana, para cindir a completa hegemonia que os comunistas antes detinham no movimento sindical brasileiro”.

por Internacional Express

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